Alimentos orgânicos: benefícios à saúde e ao meio ambiente

Alimentos orgânicos: benefícios à saúde e ao meio ambiente

Alimentos orgânicos são os alimentos produzidos com métodos que não utilizam agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos. As técnicas usadas no processo de produção respeitam o meio ambiente e visam manter a qualidade do alimento.

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Dessa forma, o produto diminui a possibilidade de danos à saúde dos consumidores e de impacto à natureza. Frutas, legumes, verduras, hortaliças, carnes, ovos, feijão e cereais são alguns exemplos.

Conheça alguns benefícios dos alimentos orgânicos:

  • Ausência de agrotóxicos: nenhum pesticida sintético é usado durante a produção de produtos orgânicos, fazendo com que os alimentos sejam mais saudáveis.
  • Melhoria da vida no campo: a agricultura orgânica contribui na melhoria das condições de vida socioeconômicas das comunidades rurais. Cultivos orgânicos necessitam de mais mão de obra, gerando emprego e renda aos que vivem longe das cidades.
  • Conservação do solo: a produção orgânica visa à conservação da fertilidade do solo, com a prática de rotação de culturas e adubação verde.
  • Redução de poluição ambiental: a agricultura convencional pode poluir o solo de cultivo com produtos químicos que são prejudiciais. Além disso, os agrotóxicos e fertilizantes químicos são levados pela água da chuva e ventos para regiões vizinhas, podendo prejudicar tanto o local de utilização quanto locais distantes também.
  • Manutenção do bem-estar animal: na produção orgânica de animais, eles são alimentados somente com produtos orgânicos e mantidos em locais mais espaçosos e menos estressantes, reduzindo o uso de hormônios artificiais ou antibióticos sintéticos.
  • Promoção da biodiversidade: a conservação do solo e a ausência de agrotóxicos auxiliam na preservação de pássaros, insetos e outros animais da região.

Referências:

Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação da Unicamp
http://www.unicamp.br/nepa/arquivo_san/Alimentos_organicos.pdf

OrganicsNet
http://www.organicsnet.com.br/2011/02/por-que-consumir-organicos

Fonte:http://aao.org.br

Alimentos orgânicos:conheça mais um produtor da Associação de Agricultura Orgânica!

Com raízes familiares no município de Nazaré Paulista (SP) e testemunha das mudanças por que passou a região do Cinturão Verde de São Paulo, o produtor rural Gregório Martins vem acumulando saberes sobre o desenvolvimento da agricultura orgânica em áreas preservadas. Nas paisagens ainda cobertas por Mata Atlântica, ele testa e aprofunda o conhecimento de técnicas que permitem cultivar alimentos enquanto se recupera e mantém o meio ambiente em equilíbrio.

O produtor rural Gregório Martins

O produtor rural Gregório Martins

Das terras de sua família já saíram produtos como o melaço, o açúcar e a cachaça artesanal fabricada pelos avós, os quais eram transportados à cavalo ou burro pelos caminhos da Serra do Mar. “Vimos a represa de Nazaré inundar o vale e a estrada cortar parte de nosso terreno. Aos poucos, começaram a chegar os loteamentos e as casas de veraneio. Mas nunca paramos com a agricultura, a cana, o café e agora a agrofloresta”, conta o agricultor sobre os diferentes ciclos produtivos e a importância de trabalhar sem agrotóxicos esses anos todos.

A propriedade de 5 hectares, após a divisão dos 60 hectares da família, guarda a visão de um cartão postal, com os cultivos sobre o relevo montanhoso de mais de 1 mil metros de altitude, voltados para os vales cobertos pelas águas represadas. Apesar de ser uma pacata cidade paulista, fundada em 1676, Nazaré Paulista teve seu crescimento acentuado com a construção da Represa Atibainha, do Sistema Cantareira, e a Rodovia D. Pedro I, com a chegada de novos trabalhadores e a integração logística a outros municípios.

No bairro do Moinho, o sítio da família situa-se às margens da rodovia, ao mesmo tempo que guarda ares de refúgio ecológico, com as hortaliças crescendo em curvas de nível projetadas pelo proprietário para incorporar matéria orgânica no solo das encostas. Na base dos morros, surgem mudas de árvores nativas, plantadas recentemente para recuperar as nascentes locais e virarem um banco de produção futura.

“Digo que cada propriedade orgânica tem uma cara, como se fosse um RG, com cultivos próprios, fontes de água e a forma de combinar diferentes métodos agrícolas integrados à presença da natureza”, compara o produtor.

 

Rotina desafiadora

Para distribuir as centenas de hortaliças orgânicas que seguem diariamente rumo às feiras em Atibaia, Guarulhos, Mooca e Tatuapé, além da Feira do Produtor Orgânico da AAO, no Parque da Água Branca, onde vende a maior parte da produção, a rotina exige grande esforço. Pode começar às 4 horas da manhã, com a saída para a feira em São Paulo, ou às 21 horas com a coleta de verduras e temperos frescos para o dia seguinte. A ajuda da esposa Marisa, das duas filhas e de dois funcionários temporários complementa o trabalho, mas pode-se dizer que o produtor concilia sozinho diferentes atividades seu negócio funcionar com sucesso.

“Trabalhar na roça não é igual antigamente, em que bastava colher, hoje tem que fazer o controle da produção, planejar a compra de insumos, fazer a venda nas feiras. E o principal desafio para o pequeno proprietário é a mão de obra, pois se falta um funcionário afeta toda a produção, esses dias perdi vários produtos pois não deu tempo de colher”, conta Gregório.

Ele também ensina que é importante diversificar as fontes compradoras e os itens oferecidos, a exemplo da venda que faz para a merenda escolar em municípios como Bragança, Atibaia e Vargem. Nesse caso, a produção vai para a cooperativa local que participa da chamada pública, pois o volume é maior. Por isso, o preço é mais baixo, o que aumenta a importância de fazer feiras como a do Parque da Água Branca, em que os consumidores reconhecem o valor do alimento sem veneno.

“E tem que ter diversidade de produtos, não adianta levar um caminhão só de tomates e na semana seguinte não ter mais nada”, reforça ele.

No consórcio entre espécies, misturam-se hortaliças e temperos que servem de repelente natural, a exemplo da couve com alecrim ou do tomate com o manjericão, lembrando-se a importância de manter os insetos que se combatem entre si, como a joaninha em relação ao pulgão.

“Aprendo com meu pai todo dia, pois ele sabe de técnicas que não são estudadas em universidades, o que um produtor faz a terra mostra”, expressa a filha Gabriele Martins, que está cursando o segundo ano da Faculdade de Agronomia.

 

Árvores com agricultura

Gabriele sempre se encantou com o trabalho no campo e decidiu cursar Agronomia para contribuir com o projeto local, trazendo ideias como a produção de cestas orgânicas ou a substituição do eucalipto no alto dos morros por cana, para resgatar a fabricação de cachaça artesanal.

“Estamos construindo um modelo de diversidade de culturas, pois sabemos que a monocultura não é sustentável. A variedade de plantas traz vida e um ambiente favorável em que as espécies se controlam”, explica ela.

Há mais de 30 espécies de hortaliças e temperos, agora acrescidas de 40 espécies de árvores frutíferas que Gregório vem plantando na Área de Preservação Permanente (AAP) da propriedade. Juçara, Pupunha, Bacupari, Uvaia, Jatobá, Copaíba, Jatobá, Jaracatiá… o catálogo de espécies brasileiras introduzidas ali irão compor uma grande agrofloresta em metade da área da propriedade. Por trás do esforço, está a meta de proteção das nascentes e da própria recuperação das funções ecológicas da região.

Foram plantadas 2,5 mil mudas de árvores nativas, fornecidas pela cooperativa local, que também aumentam a fertilidade do solo, minimizam o efeito da degradação da atividade agrícola e restabelecem boa parte das espécies da fauna, com controle maior de pragas e doenças.

“Sempre mantive a Área de Preservação Permanente, o que é obrigatório para certificar os orgânicos, mas não tirava renda da área. Agora, para preservar teremos o retorno financeiro com as nativas, além da poda servir de matéria orgânica, ou seja, de comida para as hortaliças”, explica o produtor.

O sonho é ver a mata se fechar aos poucos, mas ele diz que sua agrofloresta está “mais floresta do que agro”.

4 Anos do Novo Código Florestal e o Cadastro Ambiental Rural Fundação SOS Mata Atlântica:

Grupo de Agricultura Alternativa(Institucional)

O empurrão de Lutzenberger

Em 1977, a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo, AEASP, promove o 1º Congresso Paulista de Agronomia. O presidente da AEASP é Walter Lazzarini Filho, o diretor do departamento de Política Profissional, Moacir José Costa Pinto de Almeida e o Secretário Geral, José Pedro Santiago.

O Agrônomo José Lutzenberger é convidado para proferir palestra no Congresso, sobre o uso indiscriminado de produtos químicos na agricultura. Lutzenberger, até então pouco conhecido em São Paulo, causa enorme impacto nos quinhentos participantes do Congresso e é aplaudido de pé.

Em 1978, Lutzenberger é escolhido pela AEASP para receber o Prêmio de “Engenheiro Agrônomo do Ano”. Manoel Baltasar representa o grupo que propõe o nome do agrônomo gaúcho. A reação vem depressa: por pressão de empresas nacionais e multinacionais, é apresentado requerimento à AEASP solicitando uma Assembleia Geral para tentar anular a escolha e evitar entrega do prêmio. A AEASP, seguindo o seu Estatuto, convoca a Assembleia.

A ANDEF, na época com o nome de Associação Nacional dos Defensivos Agrícolas, programa para o mesmo dia da Assembleia, o seu tradicional Almoço dos Engenheiros Agrônomos, a fim de incentivar e facilitar a participação dos seus funcionários na reunião e, naturalmente, votar pela cassação do prêmio. Não adianta, numa Assembleia histórica, com quatrocentos e vinte participantes, nada menos que 414 agrônomos votam pela manutenção do prêmio a Lutzenberger, e apenas 6 votam contra.

Os laços com Lutzenberger se estreitam. Em 1979, durante viagem a Jaboticabal com Walter Lazzarini e Moacir de Almeida, Lutz – como era carinhosamente chamado pelos mais próximos – propõe aos diretores da AEASP a formação de um grupo que, inicialmente, monte um cadastro das pessoas e iniciativas ligadas à Agricultura Alternativa no Brasil (o nome Agricultura Orgânica ainda era pouco utilizado), e em seguida trabalhe pela divulgação do movimento. Um dos primeiros nomes que Lutz sugere para compor o grupo é o de Ana Maria Primavesi.

Nasce o Grupo de Agricultura Alternativa

O grupo sonhado por Lutzenberger passa a se reunir na AEASP no segundo semestre de 1979. Em 25 de fevereiro de 1980, na reunião da diretoria daquela Associação, é apresentada a proposta de criação do Grupo de Agricultura Alternativa – GAA, no âmbito da Diretoria Técnico-Científica da AEASP, dirigida pelo colega Eduardo Pires Castanho Fo (que de vez em quando falava num tal de “composto orgânico”, que pouca gente sabia o que era).

O Grupo se inicia com os agrônomos Ana Maria Primavesi, Eduardo Pires Castanho Fo, João Régis Guilhaumon, José Pedro Santiago, Manoel Baltasar Baptista da Costa, Maristela Simões do Carmo, Moacir José Costa Pinto de Almeida e Paulo Roberto Pires, o “Xiri”. Logo depois, recebe novos integrantes. O nome do Grupo é escolhido para abranger e abrigar as diversas correntes: Agricultura Orgânica, Biodinâmica, Natural e Biológica.

O GAA passa a se reunir quinzenalmente, às primeiras e terceiras 2as feiras do mês, à noite, na sede da AEASP, na Rua 24 de Maio, centro de São Paulo. Obviamente, a noite terminava com pizza, cerveja e muita conversa – a maioria tinha menos de 30 anos de idade. Nos três primeiros meses de vida, o GAA é coordenado pelo Baltasar, que participa também do Grupo de Comunidades Rurais. Três meses depois, é proposta ao Santiago a coordenação do Grupo, e assim é feito.

O lançamento, na AEASP, do livro “Manejo Ecológico do Solo”, de Ana Primavesi, entusiasma o Grupo e o público com os novos conceitos. A obra, um marco na agricultura tropical mundial, sensibiliza produtores rurais, engenheiros-agrônomos, estudantes de Agronomia e outros técnicos ligados ao setor rural, estudantes de Ciências Agrárias e de outros cursos, que começam a se interessar e a conhecer a chamada Agricultura Alternativa. O livro também provoca reações contrárias. Um grupo de professores da ESALQ escreve artigo no JEA – Jornal do Engenheiro Agrônomo, editado pela AEASP, atacando o livro e a autora. Mas não consegue repercussão e os ataques cessam.

A FAEAB amplia o movimento

Em 1979, Lazzarini assume a presidência da Federação das Associações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil, FAEAB, levando como companheiros de diretoria dois colegas de São Paulo, do Grupo de Agricultura Alternativa – Moacir de Almeida e Santiago. A AEASP passa a ser presidida por Luiz Fernando de Mattos Pimenta. Ele, e toda a nova diretoria, apoiam integralmente os trabalhos do Grupo de Agricultura Alternativa.

A FAEAB propõe a realização de um grande encontro nacional para discutir e apresentar propostas de desenvolvimento da Agricultura Alternativa. Pensa-se em realizar o encontro no Estado de São Paulo, mas a forte pressão contrária dos fabricantes de produtos químicos aqui sediados e nenhuma esperança de apoio do então prefeito Paulo Maluf, leva a idéia para o Sul.

Curitiba é a opção mais viável, com o liberal Jaime Lerner na Prefeitura, e a ativa AEAPR – Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná pregando a redução do uso de agrotóxicos e a implantação do Receituário Agronômico.

Vão a Curitiba José Lutzenberger, amigo de Lerner, Paulo Furiati, presidente da AEAPR e membro do Conselho Deliberativo da FAEAB, e Santiago, diretor da FAEAB e coordenador do Grupo de Agricultura Alternativa, conversar com o prefeito de Curitiba. Ele topa na hora, oferece apoio e local para o evento. Assim, de 20 a 24 de abril de 1981, é realizado o 1º Encontro Brasileiro de Agricultura Alternativa. Jaime Lerner abre solenemente o Encontro.

História

Na década de 70 eclodiu no Brasil o movimento de agricultura alternativa, em um primeiro momento no âmbito da agronomia, principalmente pela contribuição de José Lutzemberger, que com sua cultura, carisma, fundamentação, crítica e espírito inovador sensibilizou expressivo número de agrônomos a repensar seus paradigmas e fundamentos técnico profissionais. Estava em evidência no país o modelo da revolução verde, fomentado pelas políticas públicas do projeto governamental de modernização da agricultura, quando se formaram os primeiros grupos de estudo e de contestação a tal projeto no país. Movimento esse que ganhou maior expressão no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, se expandindo posteriormente para Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Na segunda metade dos anos 70 constituiu-se na Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo São Paulo – AEASP o Grupo de Agricultura Alternativa – GAA, que em 1985/86, com a alteração da direção política da entidade passou a atuar em espaço cedido pela TAPS – Tecnologia Apropriada à Promoção da Saúde(1).

O Grupo de Agricultura Alternativa mantinha uma biblioteca, continuou atuante e em 28 de maio de 1989 fundou a Associação de Agricultura Orgânica – AAO em Caucaia do Alto, município de Cotia, com a adesão de cerca de 100 pessoas entre produtores, agrônomos, técnicos e consumidores de 6 estados brasileiros(2).

Tratava-se do grupo original, renovado e ampliado.

Em 1989 foi cedido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento – SAA o espaço no Parque da Água Branca onde a AAO instalou sua sede, inaugurada em 27 de março de 1990.

Em 1991 a AAO recebeu a incumbência da SAA de gerir a Feira do Produtor Orgânico do Parque da Água Branca, que inaugurou em 23 de fevereiro de 1991, com 12 produtores credenciados.

Foi a primeira ONG brasileira a criar normas de produção orgânica centradas na realidade local, contemplando os critérios básicos para os agricultores se credenciarem na Feira do Produtor Orgânico. Destaque-se que as normas originais da AAO tinham um caráter educativo, orientador e normativo; não punitivo.

Desde o início da década de 90 a AAO esteve bastante envolvida em articulações e ações com o movimento de agricultura alternativa e agroecológico do Brasil e da América Latina.

Participou da idealização, da fundação e da primeira diretoria do Movimento Agroecológico Latino Americano – MAELA, constituído em São Paulo em 1992, na semana que antecedeu a Conferencia Internacional da IFOAM.

A entidade foi a coordenadora geral da 9ª. Conferencia Científica da IFOAM, realizada em São Paulo em novembro de 1992, em parceria com a ASPTA, IBD, MOA e IFOAM.

Participou de vários eventos sobre Agroecologia promovidos pelo MAELA na Bolívia, Peru, Uruguay e Venezuela.

Cabe à AAO a responsabilidade pela criação da Comissão Técnica de Agricultura Ecológica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo – SAA/SP, na qual teve atuação expressiva na organização e realização de ações no âmbito da pesquisa, das políticas públicas, da normatização e comercialização de produtos orgânicos, e na capacitação de recursos humanos.

Realizou pesquisas sobre agricultura orgânica apoiadas pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente, em convênio com a FUNDACENTRO produziu vídeo sobre a problemática dos agrotóxicos e a produção orgânica, integrou a Rede de ONGs da Mata Atlântica, participou da organização e da realização dos Encontros Regionais de Agricultura Alternativa – ERAA, o 1º realizado em Taubaté em julho de 1990, e o 2º. em Botucatu em 1993, e do I Simpósio de Agricultura Ecológica realizado no IAC.

Esteve envolvida em colaboração com Cuba, onde participou do 1º Encontro de Agricultura Orgânica de Cuba como convidada oficial. A trajetória da AAO inclui ainda a luta contra a privatização do Parque da Água Branca, em parceria com a Associação dos Amigos do Parque(3), o apoio à constituição da COOPERNATURA, que agregava os produtores orgânicos e tinha sede em São Roque, entidade que não se consolidou, possivelmente por ter sido criada antes de sua real necessidade.

A Instituição colaborou na idealização e na execução das duas versões do Premio Banespa Agro ambiental, e no decorrer de toda sua existência tem envidado esforços no treinamento e capacitação de recursos humanos, incluindo técnicos, agricultores, estudantes, leigos.

A entidade teve assento também no 1º. Comitê de Nacional de Produtos Orgânicos, grupo que consolidou a Portaria Normativa 007 do MAPA de 1999, que foi a base para a elaboração da lei Nacional da Produção Orgânica, em fase de regulamentação.

Em sua trajetória a AAO ganhou credibilidade e expressão devido à uma postura e ação política e técnico científica fundamentada, independente, crítica, pautada pelo interesse coletivo, e tendo como foco central a promoção da agricultura orgânica enquanto alternativa coerente e sustentável em âmbito sócio ambiental.

A expressão e a dimensão política alcançadas pela AAO devem ser creditadas ao empenho de seus associados, aos agricultores, aos dirigentes, aos simpatizantes e colaboradores nas esferas técnica, produtiva, política, científica, organizacional.

  1. (1) Dirigida por Hildegard Richter Broomberg, a Higa, que sempre deu grande apoio à AAO.
  2. (2) Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
  3. (3) Presidida na época por Paulinho Nogueira.

Por: Manoel Baltasar Baptista da Costa

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