10º Rally do Velho Chico: quando a vela e a bike se encontram no caminho da amizade
Mais do que uma expedição pelo Rio São Francisco, o Rally reafirma sua essência de liberdade, descoberta, amizade e encontro com a natureza.
Por Ação & Aventura com imagens cedidas por Wilson Alves Neto
De 4 a 7 de setembro, o 10º Rally do Velho Chico reuniu velejadores em uma expedição marcada pelo vento, pela descoberta e pela convivência. Com partida em Neópolis, Sergipe, e passagens por Propriá, Gararu e Barra de Ipanema, em Alagoas, o percurso foi realizado a bordo de Hobie Cat 14, Hobie Cat 16 e SuperCat 17, com a participação dos ciclistas.

Idealizado por Mário Roberto Arantes Dubeux e Wilson Alves Neto, o Wilsinho, o Rally nasceu com o propósito de valorizar o Velho Chico e estimular a preservação ambiental. Com o passar dos anos, transformou-se em um encontro de velejadores, Ciclistas , famílias e amigos unidos pelos esportes, pela natureza e pela aventura.
Neópolis: onde tudo começa
Todo Rally começa antes de os barcos entrarem na água. Começa na preparação, nos reencontros e na expectativa de uma nova jornada.
Em Neópolis, no Privê Rio Belo, velejadores, barcos, carretas e equipamentos foram reunidos para dar início à travessia. Próxima à foz do São Francisco, a cidade mantém forte relação com a pesca, o transporte, o turismo e as tradições ribeirinhas.
Depois de meses de espera, chegou o momento de partir. O rio, o vento e a correnteza aguardavam os velejadores.
De Neópolis a Propriá: ilhas, vento e vida ribeirinha
Mais do que o ponto inicial do percurso, Neópolis foi o lugar onde a aventura ganhou forma e o grupo passou a compartilhar o mesmo caminho.
O primeiro trecho começou com ventos de aproximadamente 8 knots, inicialmente de popa e través. Em alguns momentos, o vento rondou, exigindo ajustes constantes nas velas. Depois, voltou a soprar com mais intensidade, favorecendo novamente a navegação de popa.
O trecho também revelou uma das características mais marcantes do São Francisco nessa região: um curso repleto de ilhas, canais e áreas de vegetação que se alternam ao longo das margens.
Em vários pontos, era possível observar grandes concentrações de baronesas, plantas aquáticas que se desprendem das matas ciliares e seguem levadas pela correnteza.Essas formações vegetais fazem parte da paisagem do rio, mas também chamam atenção para as condições ambientais das margens e para a necessidade de preservação da vegetação ciliar. Ao navegar próximo a essas áreas, os velejadores percebem como o rio está diretamente ligado ao equilíbrio das matas, das ilhas e das comunidades que vivem em seu entorno.
Apesar da presença de ilhas e da vegetação, o relevo da região é predominantemente plano. Essa característica favorece a chegada dos ventos, que conseguem percorrer grandes extensões sem encontrar obstáculos naturais significativos. Para a vela, é uma condição importante, pois permite que o vento se estabeleça com mais facilidade sobre a superfície aberta do rio.
Ao longo do percurso, as margens também mostraram a forte presença das atividades econômicas da zona ribeirinha. Muitas plantações ocupam áreas próximas ao rio, aproveitando a disponibilidade de água e a fertilidade do solo. A pecuária também aparece com frequência, com rebanhos espalhados pelas propriedades que se estendem ao longo das margens.
A paisagem, portanto, combina água, ilhas, matas, plantações, criação de animais e pequenas comunidades. É uma visão ampla da vida ribeirinha, observada de uma perspectiva privilegiada: a partir do próprio rio.
A travessia da ponte da BR-101
O ponto alto desse primeiro trecho foi a aproximação e a passagem sob a ponte localizada nas proximidades de Propriá, na BR-101.
A estrutura se destaca na paisagem e representa uma ligação importante entre Sergipe e Alagoas. Para quem navega pelo São Francisco, atravessar a ponte é uma experiência marcante. Os barcos passam sob a grande estrutura enquanto o trânsito segue pela rodovia, criando um contraste entre dois modos de deslocamento: a velocidade dos veículos na estrada e o ritmo mais silencioso e contemplativo da navegação.
A ponte também funciona como uma espécie de marco visual da chegada a Propriá. Depois de horas acompanhando o curso do rio, observando as ilhas, as plantações, a pecuária e a vegetação das margens, os velejadores encontram uma referência clara de que o primeiro destino está próximo.
Foi um momento de celebração e de percepção da dimensão do percurso. A passagem sob a ponte sintetizou a experiência daquela etapa: vento, paisagem, navegação e a presença humana transformando o território.
Propriá: tradição ribeirinha e convivência
Depois do primeiro trecho de navegação, o Rally chegou a Propriá, cidade sergipana cuja história está profundamente ligada ao rio.

Durante décadas, as águas foram essenciais para o transporte de pessoas e mercadorias, a pesca e o desenvolvimento do comércio local. Essa relação ainda pode ser percebida na paisagem, nas atividades da população e na memória dos moradores.
O primeiro pernoite no percurso também marcou uma mudança de ritmo. Durante o dia, a atenção estava voltada para o vento, a navegação e as condições do percurso. Ao chegar, começava outra parte importante da expedição: a convivência.
Os equipamentos eram conferidos, os barcos organizados e os participantes se reuniam para conversar sobre o dia. Cada velejador e ciclista trazia uma impressão diferente do caminho, uma dificuldade enfrentada, uma paisagem marcante ou, simplesmente, uma história engraçada para compartilhar.
Na primeira noite após a largada, tive a alegria de dividir um apartamento no hotel com meu amigo-irmão Tito. Um momento simples, mas carregado de significado, que me fez lembrar que algumas amizades resistem ao tempo e se fortalecem a cada encontro.
Tito, meu amigo-irmão de mais de quatro décadas, deixo aqui meu agradecimento pela demonstração de amizade, carinho e companheirismo. São gestos assim que tornam cada aventura ainda mais especial.
Obrigado, Tito! Que Deus te abençoe sempre!
Foi nesse ambiente que o Rally deixou de ser apenas uma sequência de trechos percorridos e se transformou em uma experiência coletiva.
O segundo dia: brisa, calor e um almoço especial no meio do rio
O segundo dia de velejo começou com uma brisa suave e um sol escaldante. As condições climáticas acabaram atrasando a partida em aproximadamente uma hora. Os barcos estavam posicionados às margens do rio, em uma área tomada por baronesas, o que também revelou uma dificuldade estrutural que merece atenção.

Seria importante a melhoria de um pequeno ponto de apoio para embarque e desembarque. Uma estrutura simples, mas adequada, facilitaria tanto a descida dos barcos para a água quanto a retirada das embarcações ao final de cada etapa.
Superado o desafio inicial, todos conseguiram entrar na água. As roupas e os pertences foram embarcados no barco de apoio, e o grupo partiu animado para a outra margem do rio, onde seria possível observar melhor as condições de vento e correnteza.

A partir dali, os velejadores seguiram em direção a uma ilha localizada praticamente no meio do trajeto. O percurso daquele dia se aproximava dos 25 quilômetros de velejada, exigindo atenção, paciência e boa leitura das condições do rio.
Depois de quase três horas navegando, veio uma das grandes atrações da etapa. Às 13h49, os barcos foram parados para o já tradicional arroz carreteiro preparado pelo velejador gaúcho Fadanelli.
A refeição vinha sendo preparada com cuidado no barco de apoio, sob o comando de Fadanelli, que demonstrou verdadeira maestria de um grande chefe de cozinha. Quando o prato foi servido, todos os barcos estavam reunidos e parados no rio, criando uma cena especial de convivência.
O arroz carreteiro chegou no momento certo. O calor era intenso, o velejo havia sido exigente e a fome já começava a aparecer. O prato gaúcho, servido no meio do São Francisco, tornou-se uma experiência tão marcante quanto a própria navegação.
Foi um momento extraordinário: barcos reunidos, velejadores descansando, conversas atravessando a água e todos saboreando uma refeição preparada com dedicação.
Talvez essa seja uma das melhores ideias dos organizadores do Rally. A comida, nesse contexto, deixa de ser apenas uma necessidade e passa a fazer parte da aventura, da identidade e da memória coletiva do evento.
Do arroz carreteiro ao pôr do sol
Depois de abastecidos, satisfeitos e com as energias renovadas pelo delicioso arroz carreteiro preparado por Fadanelli, deixamos, por volta das 15h, a pequena ilhota onde estávamos reunidos. O destino era a Pousada Vivenda Mais, localizada pouco antes do município de Gararu.

Os cerca de 25 quilômetros que se seguiram foram de uma velejada intensa e bastante exigente. O vento, o esforço físico e as condições do rio colocaram todos à prova.
Chegamos por volta das 17h30, praticamente no limite, mas fomos recompensados por um daqueles presentes que somente a natureza consegue oferecer: um pôr do sol lindo e inesquecível sobre o Velho Chico.
Por alguns instantes, todo o cansaço ficou para trás. Diante daquela paisagem, a sensação era de gratidão por estar ali, vivendo aquele momento.
Um agradecimento especial a Mário Roberto, Edna e Boris
Aqui em Gararu -SE faço questão de registrar um agradecimento muito especial ao meu irmão Mário Roberto, à Edna e ao querido Boris(auau), pelo carinho e pela generosidade de nos proporcionarem um momento tão especial durante essa aventura pelo Velho Chico.
Depois de tantos quilômetros de uma velejada puxada, fui presenteado com uma cama na mega power suíte no Hotel Viver Mais, com direito a uma maravilhosa vista do Rio São Francisco.
Foi o lugar perfeito para relaxar, recuperar as energias e contemplar a beleza do São Francisco depois de mais um dia intenso de aventura.
Mas, acima de todo o conforto, ficou o gesto de carinho, a amizade e a alegria de poder compartilhar momentos assim com pessoas tão especiais.
Gararu: paisagens e vida no sertão
A cidade apresenta uma paisagem marcada pela vida rural, pelas atividades ligadas à pesca, à agricultura e à criação de animais, além da tranquilidade das comunidades locais. Para quem chega pela água, o contato com a região revela um modo de vida diferente dos grandes centros urbanos.
Como em toda parada, o grupo encontrou tempo para descansar, conversar e observar o ambiente ao redor. Cada local de pernoite acrescentou uma atmosfera própria à viagem, mostrando diferentes formas de relação entre as comunidades e o rio.
6 de setembro: entre correntezas, montanhas e desafios no Velho Chico
Depois de uma noite de descanso, acordamos às 7h do dia 6 de setembro com o tempo nublado e uma breve chuvinha. Os indicadores apontavam para um dia de pouco vento, mas também alertavam que o sol apareceria forte ao longo das horas.
Às 10h, colocamos os barcos na água e partimos com uma brisa de aproximadamente 5 knots. Logo nos primeiros quilômetros percebemos que aquele não seria um velejo simples.
O cenário havia mudado. As montanhas começaram a aparecer nas margens do São Francisco e, com elas, novas condições de navegação. O vento rondava constantemente por causa do relevo, enquanto a forte correnteza exigia atenção redobrada.
Foi um velejo de muita leitura de fundo, correnteza e regime de pressão, além de constantes ajustes diante das mudanças do vento. O toque do barco exigia bastante técnica, sensibilidade e experiência. Não bastava simplesmente velejar: era preciso interpretar o rio a cada momento.
Foram mais de cinco horas de navegação, em um percurso que colocou à prova a técnica e a resistência dos velejadores.
A recompensa veio na chegada à Praia de Barra de Ipanema, já no domingo, onde encontramos uma cena completamente diferente da nossa jornada: muita gente aproveitando o dia, tomando banho e desfrutando das delícias de estar às margens do majestoso Rio São Francisco.
Enquanto chegávamos cansados de mais uma longa velejada, o povo aproveitava o Velho Chico de uma maneira simples e alegre.
Mais uma vez, o rio mostrava suas várias faces — desafiador para quem navega, generoso para quem simplesmente chega às suas margens para desfrutar de suas águas.
Barra de Ipanema: o encerramento da navegação
A etapa final levou o grupo à região de Barra de Ipanema, em Alagoas, conhecida pela combinação entre o sertão, as margens do São Francisco e paisagens de forte apelo natural.
A vela e a bicicleta: duas paixões pelo mesmo caminho

A história do Rally também guarda uma relação especial com a bicicleta.

Em edições anteriores, essa integração foi constatada quando o velejador Ricardo Dubeux realizou a pedalada entre Aracaju e Neópolis para encontrar os participantes do evento.
A bicicleta fez parte da programação desta 10ª edição e permanece como identidade construída ao longo dos anos. Vela e ciclismo têm em comum a possibilidade de descobrir caminhos de maneira diferente, aproximando o praticante da natureza, das pessoas e dos lugares.

Essa afinidade ajudou a ampliar os vínculos entre participantes de diferentes modalidades e reforçou uma ideia essencial: a aventura pode acontecer na água, na estrada ou em qualquer lugar onde exista disposição para seguir adiante.

O Velho Chico como protagonista
O Rio São Francisco não é apenas o cenário do Rally. Ele é o elemento que conecta todo o percurso.
O rio reúne histórias, culturas, comunidades e uma importância ambiental que ultrapassa as fronteiras dos estados por onde passa. Desde as primeiras edições, o evento mantém uma preocupação com a preservação, observando as condições da calha, os impactos ambientais e a relação das populações ribeirinhas com as águas.
Ao navegar em barcos de baixo calado, os velejadores experimentam de perto essa realidade e compreendem os desafios enfrentados por um dos principais patrimônios naturais do país.
Cada parada acrescentou uma perspectiva à viagem: Neópolis marcou o início; Propriá evidenciou a importância histórica e comercial da região; Gararu apresentou a simplicidade e a resistência das comunidades do sertão; e Barra de Ipanema encerrou o percurso com paisagens que reforçam o potencial turístico e ambiental do São Francisco.
Wilsinho, Marjorie e uma história construída com dedicação
Por trás de um evento como o Rally existe um trabalho que muitas vezes não aparece nas fotografias.
Organização, logística, pontos de apoio, segurança, alimentação e toda a estrutura necessária para colocar velejadores na água exigem planejamento e empenho.
Por isso, esta 10ª edição também é um momento de reconhecer Wilsinho, Marjorie e todos os colaboradores que contribuem para a continuidade do evento. Parabéns e nosso agradecimento especial a todos da organização!
A trajetória do Rally demonstra como uma ideia pode crescer quando existe união em torno de um propósito. O que começou como uma expedição de velejadores ganhou uma dimensão maior: tornou-se uma celebração dos esportes, das cidades ribeirinhas e das relações construídas ao longo do percurso.
O verdadeiro troféu
Ao final de uma expedição como essa, cada participante leva consigo uma coleção de histórias.

Mas, principalmente, levará a amizade construída ao longo do caminho com todos organizadores, participantes e familiares que dividiram cada momento do X Rally do Velho Chico.
O 10º Rally do Velho Chico mostrou novamente que a vela e o ciclismo podem ser muito mais do que esportes. Podem ser uma ponte entre pessoas, estados, gerações, modalidades e histórias de vida.
Uma aventura à parte: a viagem de Ricardo e Chiquinho depois do 10º Rally do Velho Chico

Depois de cinco horas velejando pelo Rio São Francisco, ainda havia pela frente muitas horas de estrada, desmontagem dos barcos, uma travessia de balsa e um banho inesquecível nas águas do Velho Chico. No fim, ficaram o cansaço, a gratidão e uma nova amizade.
A aventura de Ricardo Dubeux e Chiquinho começou quando os dois terminaram a velejada na praia de Barra de Ipanema. Depois de subir os barcos para a areia e desmontar as velas, por volta das 17h, eles partiram em direção ao Prive Porto Bello, onde estavam seus carros e carretas.
Foram aproximadamente quatro horas de estrada, mas a viagem estava longe de ser apenas um deslocamento. Em Penedo, os dois fizeram uma parada para uma boa resenha e aproveitaram para comer um delicioso espetinho com macaxeira enquanto aguardavam a balsa que faria a travessia para Sergipe.
Já a bordo da balsa, veio outro momento especial. Ricardo e Chiquinho aproveitaram a travessia para sentir a brisa da noite e contemplar o Rio São Francisco. Estavam novamente sobre o Velho Chico, agora próximos à sua foz, cerca de 200 quilômetros de onde haviam deixado os barcos.
Ao chegar ao Prive Porto Bello, praticamente não houve tempo para descanso. Ricardo apenas lavou o rosto e, junto com Chiquinho, iniciou mais uma etapa da aventura.
Um Optimist e um SUP foram amarrados na carreta de Chiquinho, e os dois pegaram novamente a estrada em direção a Barra de Ipanema.
Era uma verdadeira prova de resistência: cinco horas de velejada, mais quatro horas de direção e ainda muitos quilômetros pela frente.
A dupla seguiu até Propriá, atravessou a ponte em direção a Alagoas e continuou viagem até Barra de Ipanema. A chegada aconteceu por volta das 2h da madrugada do dia 7 de setembro.
Mas o trabalho ainda não havia terminado.
Era preciso baixar o mastro e preparar os barcos para serem colocados nas carretas. Foi nesse momento que surgiu mais um personagem importante daquela madrugada: o pescador Sr. Orlando.
Com muita simplicidade e disposição, o pescador ajudou Ricardo e Chiquinho a colocar os barcos nas carretas. Os três trabalharam juntos até aproximadamente 3h15, quando finalmente tudo estava devidamente amarrado.
Depois de tantas horas de velejada, estrada e trabalho, Ricardo e Chiquinho estavam extremamente suados e cansados.
Foi então que tiveram uma ideia que transformaria aquela madrugada em uma das lembranças mais marcantes da viagem.

Um banho no Rio São Francisco.
Os dois entraram nas águas do Velho Chico e tiveram um banho delicioso e revigorante. Aquele momento simples foi suficiente para renovar as energias e deixar a dupla novamente “acesa” para continuar a viagem de volta para casa.
Depois, Ricardo e Chiquinho seguiram juntos até um posto, onde seus caminhos finalmente se dividiram.
Ricardo continuou sua viagem até Recife, chegando em casa às 10h20 da manhã do dia 7 de setembro. Apesar do cansaço, chegou feliz e, acima de tudo, agradecido a Deus por tudo ter dado certo.
Chiquinho ainda fez uma parada em Paulo Afonso e, posteriormente, seguiu com a família rumo a Aracati.
No final, todos chegaram bem aos seus destinos.

Uma aventura dentro da aventura
A viagem de Ricardo e Chiquinho acabou se tornando uma verdadeira aventura à parte dentro do 10º Rally do Velho Chico.
Foram horas de velejada, quilômetros de estrada, travessia de balsa, desmontagem e transporte dos equipamentos, trabalho durante a madrugada e, como não poderia faltar em uma boa história do Velho Chico, um banho inesperado nas águas do rio.
Mas, acima de tudo, ficou a amizade.

O Rally proporcionou a Ricardo a oportunidade de conhecer melhor Chiquinho, um ser humano especial, e compartilhar com ele momentos que certamente ficarão guardados na memória.

Porque o Rally do Velho Chico vai muito além da vela, da bicicleta e dos quilômetros percorridos.
Ele está nas histórias vividas pelo caminho, nas resenhas, na solidariedade, na parceria e nas amizades que surgem quando pessoas diferentes se encontram movidas pelo mesmo espírito de aventura.

E a história de Ricardo e Chiquinho é exatamente assim: uma aventura que começou na água, continuou na estrada, atravessou o São Francisco durante a noite e terminou com a certeza de que uma grande amizade havia começado.
Uma daquelas histórias que o tempo passa, mas o Velho Chico não deixa esquecer.

Esse ano o Rally contou com a presença esse ano velejadores e ciclistas de diversos estados que voltaram para suas casas com saúde , saudades e recheados de lembranças.
O Velho Chico passa. O vento muda. A viagem termina. Mas as histórias ficam.
O Rally do Velho Chico continua sendo uma experiência que precisa ser vivida — não apenas contada.
Cada velejada, cada pedal, cada paisagem, cada encontro e, principalmente, cada amizade construída ao longo do caminho, deixa uma história que merece ser lembrada.
Por isso, o convite é para você curtir novamente — e várias vezes — as fotos e os vídeos deste inesquecível 10º Rally do Velho Chico que segue abaixo.
Reviva cada momento, compartilhe essas lembranças e sinta um pouco da emoção de quem teve o privilégio de estar lá.
Porque algumas aventuras terminam quando chegamos em casa. Outras continuam para sempre na memória. 


10º Rally do Velho Chico — uma experiência para viver, guardar e reviver.






































VENHAM! O Velho e Carinhoso Chico te espera!
Enquanto não chega o XI Rally do Velho Chico em 2027 assista esse maravilhoso vídeo que conta a história do Rio São Francisco numa produção de Boa Sorte Viajante – Matheus Boa Sorte:


O Rally do Velho Chico ainda tem muita história para contar!
O Rally do Velho Chico tem uma característica muito peculiar — e, de certa forma, inédita: cada participante tem uma história, uma imagem, um vídeo, um encontro ou um momento especial para registrar e guardar para a eternidade.
É justamente isso que torna esse movimento tão formidável.
O Rally não termina quando a velejada acaba. Ele continua vivo nas lembranças, nas fotografias, nos vídeos, nas amizades construídas e nas emoções compartilhadas por organizadores, participantes, familiares e amigos.
Por isso, aguarde!
Estamos reunindo e finalizando uma grande quantidade de fotos e vídeos produzidos pelos próprios organizadores, participantes e familiares durante esse inesquecível evento. E muita coisa ainda vai aparecer!
Durante os próximos meses, o Rally do Velho Chico será atualizado quase que diariamente pelo Ação & Aventura. A cada dia surge uma nova publicação, uma nova imagem, uma nova história e uma nova emoção. E nós estaremos aqui para trazer tudo isso para você.
Essa é uma das características que fazem do Ação & Aventura um veículo diferente: nossas grandes aventuras são produzidas por todos aqueles que fazem parte delas.
Não somos apenas quem conta a história. Somos também o espaço onde cada aventureiro pode deixar registrada a sua própria história.
Porque no Rally do Velho Chico, cada participante é personagem, fotógrafo, cinegrafista e, acima de tudo, autor de uma história que merece ser lembrada para sempre.
E essa história ainda está apenas começando a ser contada.
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Matéria de Chamada do X Rally do Velho Chico publicada no dia 05 de agosto de 2026
O VII Rally do Velho Chico é uma expedição que reúne esporte náutico, atividades educativas e investigativas a bordo de barcos catamarãs das classes Hobie Cat e SuperCat partindo da cidade de Neópolis/SE, e pontos de apoio em Propriá/SE, Traipu/AL, Gararu/SE e Porto da Folha/SE.
O idealizador e organizador do Rally do Velho Chico, Wilson Alves Neto, fala direto de Neópolis/SE, da expectativa da largada do evento:
No percurso será verificado o nível de profundidade da calha do rio em toda a extensão do rally bem como o grau de poluição hídrica e visual.

No comando do Hobie Cat 16 Wilson Alves Neto o idealizador e organizador do Rally do Velho Chico
A expedição tem como objetivo chamar atenção da sociedade para a necessidade da preservação do Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. Conhecido como Velho Chico, os integrantes do rally pretendem identificar problemas e debatê-los com a comunidade ribeirinha para buscar soluções possíveis para preservação do Rio São Francisco.

A expedição será formada por velejadores catistas experientes, com formação diversa na área ambiental, mas com plena consciência da ação antrópica sobre o meio ambiente e do papel que o esporte representa para o estabelecimento de um equilíbrio saudável.

O rally será realizado a bordo do Hobie Cat porque é um barco de baixo calado, que tem facilidade de navegação em corpos hídricos assoreados, como o registrado a cada ano nas quatro edições anteriores do Rally do Velho Chico.
Para que este feito se concretize é indispensável o apoio financeiro por parte de patrocinadores que, ao analisarem a proposta, considerem a experiência das equipes de velejadores – conquistada em campeonatos regionais, estaduais e internacionais -, a exigência da preparação física, esforço e dedicação para mostrar ao Brasil e o mundo a necessidade urgente da preservação do Rio São Francisco e do nosso ecossistema.
Para iniciar a contagem regressiva nada mais apropriado que curtirmos esse maravilhoso cordel do Rally do Velho Chico criado pelo artista Erisvaldo Bomfim @erisvaldobomfim4656:














PROGRAMAÇÃO

Por enquanto não temos as imagens do evento desse ano, vai curtindo, nesse link abaixo, como foi a inesquecível edição do Rally do Velho Chico de 2022 que contou com a cobertura e participação do nosso portal www.acaoeaventura.com.br:





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