Coordenador Técnico Bruno Pohl fala do belo trabalho que vem sendo realizado em Brasília com a Vela Adaptada

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Coordenador Técnico Bruno Pohl fala do belo trabalho que vem sendo realizado em Brasília com a Vela Adaptada
Fonte:http://www.fbva.esp.br/
A FBVA (Federação Brasiliense de Vela Adaptada) surgiu a partir do trabalho realizado com pessoas com deficiências. O Projeto foi iniciado por Mauro Osorio, Presidente de FBVA, e por Bruno Pohl(vídeo), Coordenador Técnico.
Assista ao vídeo do Bruno Pohl -Coordenador Técnico da FBVA- e conheça como tudo começou:

A motivação para criação do projeto está amparada ao nosso principal lema: Vela é Para Todos. Com isso, criamos vários programas que atendem todos os tipos de pessoas com deficiência.

No ano de 2009, criamos em Brasília o Núcleo de Vela Adaptada de Brasília para nos dedicar voluntariamente às pessoas deficientes para que assim elas pudessem vivenciar e aprender uma nova atividade lúdica e desportiva, a Vela Adaptada. O trabalho iniciou-se com o atendimento às pessoas deficientes físicas, com total apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro e da Confederação Brasileira de Vela Adaptada, voltado para a formação de atletas visando à participação em Jogos Paralímpicos. Deste trabalho surgiram inúmeras oportunidades de convênios e parcerias, e com isso, alcançamos novos patamares de eficiência e, consequentemente, de exigências.

Também em 2009, a Comissão Australiana de Esporte contatou a Confederação Brasileira com a proposta de que o Núcleo de Brasília atendesse, além das pessoas deficientes físicas, também as pessoas deficientes intelectuais, em geral portadoras de síndromes ou com déficits cognitivos. A proposta australiana estava amparada em estudos científicos que revelavam o grande desenvolvimento cognitivo de pessoas com deficiências intelectuais quando envolvidas com a modalidade da Equoterapia (Hippotherapy), aliada à possibilidade de adaptação daquela técnica terapêutica à modalidade da vela adaptada.

Segundo os informes dos trabalhos realizados pelos australianos, o ato de navegar forneceria estímulos sensoriais através dos movimentos da embarcação, que são variáveis e repetitivos. A variabilidade do “caminhar” do veleiro permite que se avalie o grau de percepção sensorial dos alunos, e em seguida, utilizar esta atividade em combinação com outros tratamentos clínicos e alcançar os resultados desejados. O balanço do veleiro estimula bastante o deslocamento do corpo no espaço e, desta forma, exercita o equilíbrio, a coordenação, o tônus muscular e a postura. Além disso, possibilita ganhos psicológicos aumentando a autoestima e a autoconfiança. Agregado aos aspectos motricionais da atividade, tem-se ainda o efetivo engajamento do aluno na atividade por ser ele mesmo o comandante do veleiro, gerando a necessidade de desenvolvimento de seus conhecimentos e percepções.

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No decorrer das velejadas, os técnicos e professores estimulam os alunos quanto à fala, linguagem, lateralidade, cor, organização, orientação espacial e temporal, memória, percepção visual e auditiva, direção, análise e síntese, raciocínio, entre vários outros aspectos. Na questão da sociabilização, a arte de navegar ainda é capaz de diminuir a agressividade, e tornar a criança mais sociável, diminuindo antipatias, construindo amizades e treinando padrões de comportamento como: ajudar e ser ajudado, diminuir e aceitar regras, encaixar as exigências do próprio indivíduo com as necessidades do grupo e aceitar as próprias limitações e as do outro.

O projeto além de seu interesse social vai além, pois se propõe ainda a propiciar a chamada inclusão reversa – processo participativo no qual o indivíduo sem deficiência experimenta programas especificamente desenvolvidos para a pessoa com deficiência. Na proposta de participação concomitante de crianças, com e sem deficiências, ambas descobrem no mundo da vela adaptada identidades e parcerias nas quais as deficiências se anulam. Os barcos por serem de fácil manuseio, possibilitam o aprendizado e a atividade desportiva em situação de completa e integral igualdade de condições. Os alunos vivenciam os mesmos desafios, gerando um estímulo sensorial em comum e ainda um espírito de equipe apurado, tornando dos atletas um time único em busca de objetivos.IMG_9863

A proposta é que as crianças deficientes não só façam as mesmas atividades, mas que as façam em parceria com as demais crianças. Não basta velejar, tem-se que velejar com os outros. Os alunos respondem entusiasticamente a esta experiência de aprendizagem agradável em um ambiente natural. A terapia da navegação encerra em melhoras no equilíbrio, postura, mobilidade e função, afetando também as funções psicológicas, cognitivas, comportamentais, e comunicativas em alunos de todas as idades. São beneficiados por esta modalidade lúdica-desportiva e, agora terapêutica, alunos com inúmeras variedades de diagnósticos, nelas se incluindo a paralisia cerebral, esclerose múltipla, atraso no desenvolvimento, lesão cerebral traumática (PCE), acidente vascular cerebral (AVC), Síndrome de Down, Autismo e Distúrbios da aquisição da linguagem e da aprendizagem.

Recentemente, fomos convidados pela entidade Special Olympics Brasil para desenvolvermos projeto para prepararmos tripulações de crianças com Sindrome de Down para participação em competições internacionais. O projeto atende, de forma indiscriminada, todas as pessoas com necessidades especiais, inserindo-as no contexto desportivo e social, através da prática da Vela Adaptada e do desenvolvimento do esporte Paralímpico, estimulando o espírito de solidariedade e respeito entre todos os participantes e envolvidos, aprimorando o senso de responsabilidade, companheirismo e cidadania, com o estímulo ao desenvolvimento da tomada de decisões. O projeto se propõe também a descobrir e desenvolver novos atletas e talentos da Vela, preparando-os para nos representar nas competições locais e internacionais. Em paralelo à finalidade primeira, promove-se ainda a capacitação, aprimoramento e reciclagem dos profissionais envolvidos no projeto, com a preparação de novos profissionais de educação física, fisioterapeutas e auxiliares engajados na lida diária e voluntária com nosso público-alvo.

Outra vertente abraçada pelo programa foi o atendimento às crianças e adolescentes portadoras de câncer e hemopatias e às pessoas com deficiências visuais. Nesse ponto do programa, o lado social imperou como alavancador da inserção dessas pessoas em nosso meio como forma de amenizar as vicissitudes da vida.IMG_9852

MISSÃO

Oferecer a todas as pessoas com deficiências a possibilidade de praticar um esporte, resgatar a autoestima e melhorar a qualidade de vida.

Organizar a participação de atletas brasilienses em competições regionais, estaduais e nacionais.

Representar o movimento Paralímpico brasiliense buscando a promoção e o desenvolvimento do esporte de alto rendimento para pessoas com deficiência.

Hoje, 22 de setembro de 2017, tivemos uma exposição da Vela Adaptada no Ministério dos Esportes em Brasília-DF. Veja a belíssima foto:

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Velejadora brasiliense conquista vice-campeonato mundial de vela adaptada na Alemanha

Fontes:http://extrapauta.com.br( Jornalísta Rogério Sampaio)

                http://www.mg.superesportes.com.br(Pedro Henrique Gomes* /Correio Braziliense)

Ana Paula Marques, velejadora e paratleta vice-campeã de vela adaptada na Alemanha Foto(http://extrapauta.com.br)

Ana Paula Marques, velejadora e paratleta vice-campeã de vela adaptada na Alemanha Foto(http://extrapauta.com.br)

Ana Paula Marques, velejadora e paratleta do Cota Mil Iate Clube de Brasília, sagrou-se, neste domingo, dia 25, vice-campeã mundial da Classe Hansa 303, feminino, no Campeonato Mundial da Classe disputado em Kiel na Alemanha.

A velejadora Ana Paula Marques, 34, é gaúcha radicada em Brasília e ficou paraplégica após ser atingida na coluna por um tiro, quando tinha apenas 20 anos. Depois das nove regatas disputadas desde a segunda-feira (19 de junho de 2017), a brasileira ficou atrás apenas da espanhola Violeta Reino Díez del Valle, campeã. A filipina Cherrie Pinpin completou o pódio.

“Tivemos problemas no caminho, mas consegui superá-los. Entre uma regata e outra, cheguei a pensar que não conseguiria. Mas me propus a ir até o fim e volto para casa com a sensação de dever cumprido”, aponta Ana Paula. O vento forte da cidade do litoral norte alemão rasgou a vela do barco brasileiro no penúltimo dia de competições. O estrago foi consertado, mas a peça se rompeu novamente no último dia.

Segundo Bruno Pohl, coordenador técnico da Federação Brasiliense de Vela Adaptada, ouvido pelo Blog Oceano Candango, o campeonato foi muito disputado, as quatro primeiras regatas tiveram vencedoras diferentes o que possibilitou que no último dia de regatas praticamente todas as velejadoras tinham chances de ser campeãs.

“Graças a Deus o vento soprou a nosso favor e a Ana Paula demonstrou uma garra enorme, apesar de termos tido um rasgo na vela, em função do vento forte, mas ao fim, ela superou água gelada, frio, além de adversárias de alto nível, como da Espanha, dos países asiáticos acostumadas a velejar em mar”, reforçou Pohl.

O coordenador técnico também destacou o ambiente de cooperação que permeou as disputas e deu como exemplo a equipe da Grécia que disponibilizou o bote para acompanhamento das regatas.

Ana Paula competiu na classe Hansa 303, a mesma em que o brasiliense Estevão Lopes velejou. Ele terminou a competição na 17ª colocação da classe masculina. Os dois foram os únicos atletas sul-americanos entre os mais de 80 competidores que disputaram as regatas em Kiel, na Alemanha, local conhecido como o Wimbledon da vela. O polonês Piotr Cichocki foi o vencedor na classe de Estavão. Christopher Symonds, da Austrália, ficou em segundo e o alemão Jes Kroker completou o pódio.

Os dois fazem parte do Projeto Vela para Todos, parceria entre a Federação Brasiliense de Vela Adaptada e o Cota Mil Iate Clube, sob a coordenação técnica de Bruno Pohl. Em 2016, Ana Paula Marques foi escolhida a melhor atleta paralímpica e destaque do ano na modalidade vela no Prêmio Brasília Esporte 2016, do Governo de Brasília. Eles se superaram e honraram o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Federação de Vela Adaptada de Brasília e o Cota Mil Iate Clube.

Em nome do nosso site www.acaoeaventura.com.br parabenizamos e desde já estamos apoiando o belíssimo trabalho!

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